

Festcine Saberes Amazônicos premia vencedores e anuncia edição internacional

O Festcine Saberes Amazônicos consolida-se como o 1º Festival de Cinema de Roraima, dedicado ao
audiovisual brasileiro produzido na Amazônia.
Sábado, 13/06/2026
A cerimônia de entrega das premiações para os diretores dos curtas vencedores da primeira edição do Festcine Saberes Amazônicos, ocorreu na noite de 12 de junho de 2026, no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF) da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Thiago Bríglia e Orlando Júnior (ambos ao centro) vencedores na categoria Documentário ladeados pela comissão organizadora
O grande vencedor do Troféu Festcine Saberes Amazônicos de melhor documentário foi o curta “A Pele do Ouro”, que tem a direção de Marcela Ulhoa e Yare Perdono, do estado de Roraima. O troféu foi entregue ao representante da produção executiva do filme, cineasta roraimense, Thiago Bríglia. Com direção sensível, narrado em primeira pessoa, o curta traz a perspectiva feminina de um dura realidade social enfrentada por muitas mulheres na Amazônia.
O troféu de segundo lugar na categoria documentário foi para: “Mercado de Histórias”, uma realização acreana, dirigido pela experiente Alcinete Damasceno. O terceiro lugar ficou com “Anamã: A Veneza do Amazonas”, dirigido por Orlando Pedrosa Lima Júnior, do estado do Amazonas, que tem larga trajetória no telejornalismo, na cobertura das principais pautas para veículos nacionais e internacionais.

Alex Pizano, Tayana Pinheiro e Maíra Dessana, ao centro, vencedores na categoria ficção, ladeados pela comissão organizadora
O grande vencedor do Troféu Festcine Saberes Amazônicos de melhor ficção foi o curta “Boiúna”, sob a direção de Adriana de Faria, do estado do Pará. O troféu foi entregue à representante da produção executiva, Tayana Pinheiro presente na cerimônia. O curta vencedor é um mergulho na cosmologia ribeirinha amazônica, com elementos indígenas de um país diverso e plural.
O troféu de segundo lugar na categoria ficção foi para o curta: “No Limite do Lavrado”, dirigido pelo consagrado cineasta Alex Pizano. O troféu de terceiro lugar ficou com o curta Garrote, dirigido pelo amazonense Bruno Pantoja, que traz um tema potente com perspectiva crítica em tom de romance, tendo como pano de fundo a crise da pandemia de 2019. O troféu foi entregue na cerimônia à representante da equipe de produção, professora Maíra Dessana.
O Festcine Saberes Amazônicos nasce da vontade de promover o pertencimento e o fortalecimento da cultura cinematográfica na Amazônia em uma região de tríplice fronteira. De acordo com o curador, jornalista e cineasta, Éder Santos, a proposta é ampliar os espaços de exibição em Roraima e qualificar ainda mais a circulação dos filmes autorais. “Reunimos uma equipe de profissionais competentes e experientes na execução de eventos desta natureza, com a ideia de criar este espaço vibrante de exibição audiovisual. Precisamos impulsionar produções autorais e independentes, celebrar a diversidade de nossa região e ampliar cada vez mais o diálogo entre cineastas, produtores, estudantes, pesquisadores e profissionais de todo o Brasil”, afirmou Santos.
A intenção da comissão organizadora é que a próxima edição tenha o caráter internacional, abrindo portas para cineastas de países vizinhos, andinos ou de outras nacionalidades que tenham interesse na temática amazônica. “Será um desafio, mas nossa proposta conta com articulações e apoios decisivos para atender a iniciativa que vai favorecer à qualificação em audiovisual, a educação do olhar das novas gerações, o estímulo à cultura e o incremento ao turismo”, ressaltou o curador.
Inscritos - Para a Mostra Competitiva, foram inscritos 90 filmes de curta duração de todas as regiões do Brasil, sendo sete finalistas que disputaram o prêmio de melhor filme documentário e de melhor filme de ficção.
O Festcine contou com as Mostras Paralelas, com destaque para a Mostra Miradas Fronteirizas, Mostra Território Del@s, Mostra Raízes do Lavrado, Mostra do Cinema Negro, Mostrinha infantil e Mostra Estudantil, esta última, composta por curtas produzidos por estudantes da rede estadual de ensino que participaram de oficinas de audiovisual ministradas por profissionais de cinema vinculados ao Festcine e a Associação Roraimense de Cinema.
Apoio - A iniciativa contou com o suporte do Governo Federal que, por meio da Lei Paulo Gustavo, proporcionou a regionalização do fazer cultural; contou com o apoio da Universidade Federal de Roraima, da direção do Centro Amazônico de Fronteiras, da Associação Roraimense de Cinema (Arcine); da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), da Rede Amazônia Negra (RAN), Instituto Biriba Capoeira e Artes, do Governo do Estado de Roraima por meio das secretarias de Cultura e Turismo, Secretaria de Educação e Desportos e Secretaria dos Povos Indígenas do Estado, Programa CineFM 107,9, com execução da produtora WR Comunicação e Marketing.

